domingo

foder é perto de te amar, se eu não ficar perto

Já não consegues sentir.
Não vislumbras razões para
deixares as gotas
de água perfurarem
a tua pele.

A chuva continua a doer-se,
sem compreender
porque choras com ela.

Reencontras a ilusão de
falsos sentidos ausentes;
são fictícias inexistências
analgésicas da dor de seres só.

Escorrem desilusões pelo
teu rosto, enquanto o
afundas na tua nuvem favorita.

Solitárias, todas as
mudas palavras esculpidas
à imagem dele são quebradas.
O teu anjo morreu.

Lá fora permanece
a chuva que tanto amavas.
Um dia, voltarás a senti-la.

Já não perfura;
sinto, gotas leves,
sussurrando que te quero...

2 comentários:

  1. às vezes é preferivel deixar de sentir, do que não conseguir suportar o que se sente.. desta forma tornamo-nos imunes à chuva : )

    não, nem vou dizer.. nao posso

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  2. Este poema diz-me tanto e, ao mesmo tempo, nada.
    Penso em coisas tão diferentes, umas das outras, quando leio este texto. Não sei o que dizer, por isso é melhor não dizer mais nada .

    Gostei.

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